Márcio Canella e Marcus Amim são presos pela PF em novo desdobramento da Operação Unha e Carne
Ação que tem como alvo o deputado estadual eleito e o ex-secretário de Polícia Civil é para combater organização criminosa suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis
Reprodução Uma operação da Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella, além do ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim. Também foram presos mais quatro policiais civis. As prisões ocorreram no âmbito da oitava fase da Operação Unha e Carne, com mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação tem como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como plataforma de lavagem de dinheiro. De acordo com Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Canella foi preso no condomínio onde mora na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Ele saiu de casa vestindo uma camiseta branca e protegido por um guarda-chuva, apesar de não estar chovendo, e entrou no carro da PF, em que foi levado para a sede da Superintendência, na Praça Mauá, no Centro. O comboio com três carros chegou pouco antes das 9h. Na eleição deste ano, Canella obteve mais de 197 mil votos, fazendo dele o segundo mais votado para a Assembleia Legislativa.
Já Amim foi preso no bairro de Icaraí, em Niterói, onde mora. Ele foi levado para a sede da PF, onde chegou às 8h34. O delegado ocupou alguns dos principais cargos da segurança pública fluminense ao longo da carreira. Entre eles, comandou a Secretaria de Polícia Civil e o Detran-RJ.
Os outros quatro presos são os agentes: Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
Na ação desta quinta-feira, os policiais federais cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.
Segundo a Polícia Federal, além do crime de organização criminosa armada, os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelas acusações de: lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações. A Justiça determinou também sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.





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