Seleção: Neymar deve jogar entre 20 e 30 minutos contra a Escócia na Copa do Mundo
Camisa 10 do Brasil está cada dia mais animado e deve ajudar a tirar peso sobre Vini Jr
Reprodução É evidente que todo este frenesi em torno das atuações de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Kylian Mbappé nas duas primeiras rodadas da Copa do Mundo mexe com a seleção brasileira de Carlo Ancelotti. Porque talvez seja a primeira vez em décadas que o país mais laureado do torneio dispute o título sem estar entre os favoritos, também sem um nome capaz de ofuscar os outros astros da competição. Há preocupação especial com Vinicius Jr e o treinador italiano confia no trabalho que a psicóloga Marisa Santiago desenvolve no fortalecimento da saúde mental daquele que é hoje a maior estrela do time.
Até mesmo por isso, o reaparecimento de Neymar num jogo da seleção brasileira, depois de três anos de ausência, é motivo de alegria. O craque ficará no banco de reservas e deverá jogar entre 20 e 30 minutos finais. Existem expectativas variadas no retorno do maior artilheiro da história da seleção, mas uma delas é que a sua simples presença ajude a aliviar a pressão sobre Vinicius Jr. O que não significa que o camisa sete esteja sentindo o peso. Mas é mesmo parte da estratégia de fazer com que ele se sinta cada vez mais à vontade para repetir o sucesso alcançado no Real Madrid.
O confronto de hoje à noite contra a Escócia, em Miami, exigirá concentração e cuidados defensivos. O Hard Rock Stadium estará tomado pela torcida brasileira e o adversário, não prima pela qualidade, mas se destaca pela aplicação na marcação. O técnico escocês Steve Clarke arma o time em duas linhas de quatro, congestionando o meio da área, e por isso Ancelotti talvez opte por Luiz Henrique na ponta-direita, em vez de Rayan. A ideia é forçar a quebra na marcação com um ponta mais driblador, gerando espaços para Cunha e Vinicius Jr. A definição, porém, como já se sabe fica mesmo para as horas antes da partida.
Neymar, pelos relatos que recebo, está a cada dia mais animado, e a presença dele no jogo de hoje é mesmo para ambientá-lo à competição: tipo de piso, intensidade do jogo e funcionamento do sistema idealizado por Ancelotti. É a esperança de reforço na autoestima, algo mais fundamentado pela paixão que move o futebol do que propriamente pelo que ele tem exibido no Santos. De qualquer forma, Ancelotti não é dado a fanfarronices. E se ele ainda enxerga potencial para qualificar o time, não há por que duvidarmos. Melhor mesmo aguardar pelo retorno do jogador.





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