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Niterói,29/08/2026

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Governo federal confirma proposta de R$ 1.741 para o salário mínimo em 2027

Ministro da Fazenda apresentou valor que constará da proposta orçamentária


Governo federal confirma proposta de R$ 1.741 para o salário mínimo em 2027 Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo projeta o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741. O valor representa uma alta de R$ 120 em relação ao piso nacional aprovado para este ano, de R$ 1.621. O novo mínimo constará do projeto de lei do Orçamento do próximo ano, que será apresentado pelo governo federal e enviada ao Congresso Nacional no dia 31 deste mês.

— O salário mínimo, com os reajustes previstos em lei, chega a R$ 1.741 no ano que vem. E esse valor, necessariamente cumprindo a legislação brasileira, (está) dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência, para os benefícios sociais que têm indexação do salário mínimo — disse o ministro nesta segunda-feira (dia 24).

Durigan afirmou também que o orçamento será "robusto" e que o governo já projeta um aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento.


O ministro confirmou ainda que a previsão de receita dos novos tributos da Reforma Tributária do consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo vai constar do projeto orçamentário, como adiantou o colunista do Globo Fabio Graner.

O número oficial do salário mínimo, porém, só será conhecido no fim do ano. O cálculo levará em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 12 meses acumulado até novembro de 2026 mais de 2,5% de ganho real, seguindo a regra estabelecida em 2024.

Para calcular esse ganho real, considera-se o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Se o PIB desse período tiver sido negativo ou zero, o salário mínimo é reajustado apenas pela inflação. Se o PIB de dois anos antes crescer muito, o ganho real repassado ao salário mínimo fica limitado a 2,5%. O trabalhador não recebe o percentual total do PIB se este estourar o teto fiscal.

Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo, ou múltiplos desse valor, o piso serve de referência para aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).


Este valor influencia benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), seguro-desemprego (parcela mínima) e valor da contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs). O valor também afeta indenizações pagas pelos Juizados Especiais a quem vence ações na Justiça.

Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) seguem o mínimo. Por isso, seu reajuste impacta diretamente as contas públicas.




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