Rotina de tiroteio, mortes e medo: entenda a batalha entre chefões do TCP e do CV que aterroriza a Zona Norte
Peixão tenta expandir controle até área próxima ao território dominado por Doca, e disputas já têm ao menos oito mortos
Reprodução A suspeita sobre o carro foi imediata. Policiais militares do 16º BPM (Cordovil) checaram a placa do GM Tracker cor vermelha e constataram que havia um registro de roubo do veículo. Na mesma hora, deram voz de parada, mas o motorista não obedeceu e acelerou. Começou uma perseguição pela Avenida Brás de Pina, às 3h20 de 21 de julho. Da parte dos agentes, ao menos 50 tiros de fuzis foram disparados, como consta na dinâmica narrada na delegacia — não há informações sobre quantos tiros partiram da SUV perseguida. O confronto seguiu até a Avenida Vicente de Carvalho, onde ela bateu num poste, próximo à Rua Ápia. Ao se aproximarem do automóvel, os agentes viram que havia quatro homens armados dentro dele. Apenas um sobreviveu.
Os mortos foram identificados como Caio Cesar da Silva Sant’Anna, o Caio do Quitungo, Liandson da Silva Baraúna, o Lomão, e Jonathan da Silva Vilela, o Jota. E eles não são os únicos que tombaram em confrontos que, nas últimas semanas, têm aterrorizado bairros da Zona Norte carioca como Cordovil, Brás de Pina e Vigário Geral, todos perto da Avenida Brasil e de um dos principais ramais de trem do Rio.
Por trás desses dias e noites de medo, está novamente uma batalha por território entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), opondo chefões das duas facções. Ontem foi mais uma tarde de conflitos. Segundo relatos, bandidos do CV tentaram invadir a Cidade Alta, em Cordovil, e Cinco Bocas, em Brás de Pina, favelas sob o jugo do TCP no Complexo de Israel. As polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal tiveram que reforçar o patrulhamento na região.





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