Comoção e revolta marcam enterro de pedreiro morto por policiais em São Gonçalo
Aos gritos de “justiça”, familiares e amigos de Marcelo da Cruz Silva, um dos pedreiros mortos por policiais porque ferramentas de construção civil teriam sido confundidas com armas, enterraram o corpo no Cemitério São Miguel, em São Gonçalo, nesta quinta (27). Silva estava numa moto com o assistente de pedreiro Edvan Assis, de 46 anos, que também foi morto. Seu corpo será enterrado nesta sexta (28). A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí investiga o caso. Policiais do 7º Batalhão Policial Militar (Alcântara) foram afastados.
Do lado de fora do cemitério, dez viaturas policiais do 1º BPM (São Gonçalo) 7º BPM (Niterói) e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) aguardavam o fim do sepultamento. Segundo um dos agentes, eles foram direcionados ao local para conter manifestações dos moradores do Jardim Catarina.
Inaldo Vicente, de 50 anos, irmão de Marcelo, sustentou que não havia possibilidade de os objetos da obra serem confundidos com armas. O eletricista diz ainda que não houve abordagem nem ordem de parada.





COMENTÁRIOS